Como evitar problemas ao pintar a fachada de condomínios

14 março 2018 / By admin

A fachada do condomínio é considerada tudo aquilo que compõe a área visível das faces de um imóvel. A lei condominial estabelece que seja feita a padronização dos espaços, indicando materiais, cores e todo o necessário para manter uma harmonia estética. Por isso, a pintura da fachada do condomínio deve obedecer às cores indicadas no memorial descritivo do prédio.

Para realizar a pintura da fachada, o síndico deverá convocar uma assembleia e apresentar os orçamentos do serviço. Quando o procedimento não alterar a cor do prédio ele deverá ser autorizado pela maioria simples dos presentes (50% + 1), conforme entendimento dos especialistas em direito condominial. Caso haja desejo de mudar a cor, a pintura da fachada será considerada alteração, o quórum deve ser de 100% dos condôminos.

O primeiro cuidado que o síndico deve ter antes de começar a pintura da fachada é contratar um profissional para fazer um estudo preliminar para apontar o que precisa ser feito. Essa análise prévia ajudará o responsável pelo condomínio a entender o tamanho do problema: recolocação de pastilhas, hidrojateamento, tratamento de anomalias podem ser necessárias.

Além dos cuidados na contratação do prestador de serviços, o síndico deve saber se a empresa disponibiliza o acompanhamento de um profissional para a execução da pintura. Essa fiscalização é importante para garantir que os prestadores utilizem EPIs, que o material utilizado seja o mesmo que foi acordado, e que o contrato seja cumprido corretamente.

O síndico precisa também verificar se existem licenças adicionais para a pintura da fachada e se a empresa está de acordo com a Norma Regulamentadora nº 35, necessária para trabalhos em altura.

Lembrando também que a melhor época para realizar o trabalho é em períodos sem chuva (abril a novembro).