Rachaduras nas paredes – saiba como identificar riscos

31 janeiro 2018 / By admin

Apesar de ser um aviso importante, muita gente desconhece os riscos e talvez por isso não se importe muito quando vê uma rachadura. Não é que toda a rachadura represente um risco grave, mas em problemas estruturais geralmente elas estão presentes. Rachaduras em elementos como laje, viga, pilar e fundação são bem preocupantes. Não ignore esses avisos.

– Direção e profundidade: As rachaduras inclinadas na diagonal e profundas indicam problemas na estrutura, que pode estar cedendo por alguma falha na fundação, nas lajes, na estrutura de suporte da casa ou por excesso de peso. Neste último caso de excesso de peso o problema pode ter ocorrido porque foi construído mais um andar na casa ou colocado algum peso na laje. Já as trincas ou fissuras rasas na vertical ou horizontal geralmente são superficiais e menos preocupantes, sem relação com a estrutura.

– Recalque na fundação: o recalque se dá quando há desnível no terreno ou diferença de adensamento do solo, e assim diferentes partes da edificação “rebaixam”, causando fissuras nas paredes. Quanto maior é a diferença dos pontos de recalque, maior será o problema para a construção. Como é impossível prever todos os recalques de fundação, esse tipo de fissura é comum. Antes que o problema aumente, deve-se recorrer a profissionais qualificados para selar as fissuras e evitar problemas de infiltração.

– Variação térmica: as diferenças de temperatura causam dilatação e contração dos materiais, o que gera as fissuras. É possível notar esse tipo de patologia nas paredes, e principalmente no teto onde a incidência e a área são maiores. Esse é o tipo mais comum de rachadura. O que não pode ocorrer é o aumento constante dessas trincas, de forma que a alvenaria seja comprometida de forma irreversível. O profissional deve investigar as causas das fissuras, e juntas de dilatação devem ser feitas. As juntas funcionam como um ponto de alívio de tensões, e a estrutura pode se movimentar sem comprometer a segurança e estabilidade da edificação.

– Retração do concreto: concreto e argamassa devem passar por um processo de cura, ou “secagem”. É preciso respeitar esse período, pois durante o processo de cura a perda rápida de água causa a retração e, consequentemente, fissuras. É por isso que é recomendado manter a superfície da laje úmida após a concretagem. As fissuras de reboco devido à retração excessiva durante o processo de cura não apresentam um risco estrutural, mas podem acabar comprometendo o acabamento e revestimento final. Já em relação às lajes e outros elementos estruturais, as fissuras podem representar pontos críticos e que podem levar à exposição das armaduras e risco estrutural. Quando as fissuras nas paredes e teto estiverem perceptíveis, é uma boa prática refazer o revestimento, dessa vez respeitando os prazos estabelecidos. Já em relação às fissuras nos elementos estruturais, o profissional deve avaliar os riscos.

Portanto, ao identificar grandes aberturas na estrutura procure ajuda profissional imediatamente. Se você é síndico, não deixe de inspecionar o prédio periodicamente para identificar as rachaduras o quanto antes. Não tente resolver o problema com as próprias mãos, utilizando técnicas e materiais inadequados. Assim você corre um risco muito grande de agravar ainda mais o problema.